O treinamento de resistência é a
capacidade do organismo de realizar um exercício eficazmente superando a
fadiga, fadiga esta que se pode ser aguda ( durante e/ou logo após o
treino ) e crônica ( ao longo do processo de treinamento).
Ainda sobre a fadiga, podemos citar algumas causas: fisiológica, psicológica, médica.
Mas é graças à fadiga que alcançamos os
melhores níveis de performance, porém isso só acontece quando as cargas
de treinamento e o processo de recuperação são aplicados em níveis e
momentos adequados.
Para se melhorar a resistência do organismo devemos nos preocupar com alguns detalhes importantíssimos:
■Especificidade da modalidade esportiva, ou seja, o treino realizado
pode gerar uma resistência geral ou específica para a modalidade;
■Obtenção de energia, podendo ser resistência aeróbia ou anaeróbia;
■Duração do esforço, sendo de curta, média ou longa duração;
■Volume muscular envolvido, sendo geral ou local.
■De força ou velocidade, sobre objetivo ou tipo de prova/competição
■Treinamento e competição, sobre o tipo de treino
■Volume de treinamento, sobre a quantidade da carga de treinamento
■Intensidade do treinamento, sobre a qualidade da carga de treinamento
Estes são alguns detalhes que devem ser
bem pensados quando for planejada a planilha de treinamento para
qualquer tipo de esporte que envolva a resistência.
Por isso é fundamental a orientação de um treinador/professor
habilitado e capacitado para que você melhore sua resistência física de
maneira correta e segura.
Deixo aqui minha modesta homenagem, a Joe Weider, verdadeiro pai do FISICULTURISMO
Já completando 50 anos, os princípios de treinamento de Joe Weider
servem como base para muitos treinamentos que se vê por ai, por isso,
vale a pena conhecê-los.
Princípios
1. Treino Progressivo: refere-se à adição de cargas progressivas para
que o músculo se torne maior e mais potente. Consiste em adicionar mais
cargas periodicamente, bem como aumentar o número de séries e de
sessões de treino e ao mesmo tempo diminuir o tempo de repouso entre as
séries.
2. Treino em série: este princípio preconiza a realização de 3 a 4
séries para cada exercício para atingir a completa exaustão de cada
grupo muscular e obter assim a máxima hipertrofia.
3. Treino isolado: um músculo pode trabalhar relativamente isolado ou
auxiliado por outros músculos. Cada músculo colabora de alguma forma
para o movimento, funcionando como estabilizador, como agonista ou
sinergista. Para desenvolver um músculo ao máximo é necessário isolá-lo
da ação destes músculos auxiliares. Isto consegue-se variando as
posições anatômicas.
4. Confusão muscular: este princípio evita que o músculo se adapte a
um determinado tipo de exercício ou a uma rotina específica de treino.
Os músculos nunca devem se habituar a um esquema de treino, pois para
crescer, necessitam estar continuamente em estresse. Para isto varia-se
constantemente o exercício, série, repetições, ângulos de pressão, de
forma que não se dê oportunidade para que o músculo se acomode. É
preciso surpreender o músculo e dar-lhe estímulos novos a que não está
habituado.
5. Treino prioritário, priorização: preconiza o treino dos pontos
corporais mais fracos em primeiro lugar quando a energia corporal é
maior.
Devemos treinar os grupos mais fracos no inicio do treino e focar o
nosso esforço nesses músculos quando ainda estamos “frescos” .
6. Treino em pirâmide: o objetivo deste princípio é aquecer o músculo
progressivamente antes de utilizar a carga máxima para um determinado
exercício e assim evitar riscos de rupturas e lesões.
7. Treino dividido, rotina dividida: Segundo Weider, após um período
de adaptação de 3 meses realizando um treino básico, três vezes por
semana é preciso aumentar a intensidade de treino. Para isso é
aconselhada a divisão do treino em duas partes, sendo que na primeira,
treina-se a parte superior do corpo utilizando-se aproximadamente 8
exercícios, e na Segunda, treina-se a parte inferior com a realização de
6-8 exercícios.
8. Treino por fluxo: segundo este princípio, para obter o máximo de
crescimento é necessário haver suficiente irrigação sangüínea permanente
num determinado músculo. Para conseguir isto, treina-se de 3 ou 4
exercícios para um mesmo músculo, sem realizar nenhum outro exercício
para outro grupo muscular entre estes exercícios específicos. Desta
forma, todo o fluxo sanguíneo é direcionado para uma região específica.
9. Super-série: este é um princípio bastante comentado que preconiza
agrupar dois exercícios para grupos musculares opostos e realizá-los
alternadamente, como é o caso do bíceps e do tríceps.
10. Série combinada: neste princípio dois exercícios diferentes para
um mesmo músculo são executados um após o outro sem intervalo. O
objetivo deste princípio é utilizar todo o potencial do músculo treinado
em angulações diferentes para atingir o maior número possível de fibras
musculares.
11. Treino em ciclo: durante uma parte do treino anual, deve-se
desenvolver rotinas para desenvolver massa e força muscular. Durante
outra parte do ano, deve-se desenvolver rotinas com menos pesos e mais
repetições e pouco repouso entre as séries. Desta forma, evitam-se
lesões musculares enquanto se obtém desenvolvimento progressivo.
12. Isotensão: Consiste em flexionar um músculo e mantê-lo em tensão
máxima por 3-6 segundos. A tensão isométrica deve ser realizada 3 vezes.
Esta tensão melhora o controle neuromuscular e ajuda a obter definição e
pico muscular.
13. Repetição forçada: Ocorre quando um companheiro de treino ajuda a
execução de mais algumas repetições após se ter atingido o ponto máximo
do esgotamento muscular para determinado exercício, ou seja, quando
sozinhos já não conseguimos fazer o exercício com a forma e técnica
correta e temos uma pequena ajuda para finalizar a repetição.
14. Drop set: neste princípio uma série é realizada até o esgotamento
total, e consiste em diminuir o peso à medida que aumentamos as
repetições.O peso é diminuído (aproximadamente em 40%) quando começamos a
falhar, e continuamos a série imediatamente até obter novamente o
esgotamento total. Normalmente, esta diminuição de peso só é realizada
uma vez, mais uma tripla ou quadrupla diminuição é eventualmente
utilizada.
15. Pré-exaustão: quando se treina um grupo muscular e se começa com
um exercício básico, como o supino para o peitoral, um músculo menor
envolvido no movimento, como o tríceps, no caso, é natural que este se
esgote antes do peitoral, o que faz com que o músculo alvo não possa ser
treinado em toda a sua capacidade. Para evitar isso, utiliza-se um
exercício que tenha como objetivo esgotar primeiro o músculo alvo sem
que se utilizar nenhum outro músculo menor. Desta forma estamos
desgastando o músculo alvo para que quando passar para o exercício
básico, o músculo alvo não seja prejudicado pelo músculo menor, porque
já estará “cansado”. Isto permite garantir que o músculo foi treinado
até à exaustão.
16. Série negativa: este princípio concentra se na fase excêntrica da
contração muscular , a fase concêntrica (empurrar) não é considerada . O
Objetivo é sustentar o peso e baixá-lo controladamente enquanto o
companheiro de treino auxilia toda a fase positiva do movimento após
você se ter alcançado o esgotamento total. Isto permite utilizar maior
quantidade de peso.
Fontes: http://www.portaldamusculacao.com.br
Wikipedia